
O gigante chinês das telecomunicações Huawei anunciou que volta a vender smartphones no Brasil nesta terça-feira (17/6). O conglomerado irá oferecer dois modelos dobráveis com preços que chegam aos R$ 33 mil.
A empresa destacou a câmera tripla com abertura variável, zoom de cem vezes —que oferece mais nitidez do que o da concorrência— e modo de selfie usando a dobra do celular como espelho.
O Huawei Mate XT Ultimate Design é o primeiro celular com tela dobrável em três partes do mundo e pode atingir até 10,2 polegadas —um tamanho típico de tablets. Na China, o celular é vendido por cerca de R$ 16 mil, sem considerar os impostos de importação, enquanto no Brasil sairá por R$ 32.999.
Para comparação, o iPhone 16 Pro Max com 1 TB de armazenamento, versão mais cara do aparelho da Apple, sai por R$ 15.499 na loja brasileira da marca.
“Cada peça do Mate XT demora 22 dias para ser fabricada, é como se fosse um artigo artesanal”, afirma Murilo Marques, o gerente de vendas da Huawei no Brasil.
Já o Mate X6, que será vendido por R$ 22.999 no Brasil, tem tela interna dobrável ao meio de 7,93 polegadas, além de uma tela externa de 6,45 polegadas.
Nenhum dos aparelhos terá conectividade 5G e ambos serão importados. Os smartphones da empresa chinesa também voltaram a ser vendidos na Europa com preços acima da média do mercado.
No primeiro trimestre deste ano, a fabricante chinesa foi a líder isolada em vendas de aparelhos em seu país de origem, à frente de Apple, Xiaomi e Samsung, de acordo com dados da consultoria Counterpoint.
Diferentemente dos aparelhos vendidos na China, equipados com o sistema operacional próprio da Huawei, o Harmony OS, as versões de exportação da Huawei terão um sistema baseado no Android, o EMUI 15. A adaptação visa garantir acesso a aplicativos americanos como Instagram e Netflix, proibidos na China.
A Huawei deixou o Brasil em 2019, quando teve o acesso ao sistema operacional Android, até então aberto às empresas que desejassem, barrado pelo Google. O veto inviabilizou o braço de produção de smartphones da empresa.
Folhapress





