17/09/2026

Greve dos professores de universidades federais termina após 69 dias


A greve dos professores das universidades federais terminou após 69 dias. Em assembleia neste domingo (23/6), o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) informou que a maioria de suas instituições filiadas optou por acabar com a paralisação.

Foram 33 votos a favor do encerramento do movimento e 22 contrários.

O argumento para a decisão é a “intransigência” do governo Lula (PT) quanto às negociações salariais. Para os docentes, Brasília não iria conceder o reajuste pedido para este ano, e seguir sem aulas somente prejudicaria os estudantes.

Agora, o sindicato deve avisar sua deliberação ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e assinar um acordo na quarta-feira (26).

Parte dos servidores das universidades já havia decidido abandonar a greve na última semana. Até a noite de sexta-feira (21), docentes de instituições como UnB (Universidade de Brasília), UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) decidiram retornar às salas de aula.

Neste domingo, antes das universidades, professores e servidores técnico-administrativos de institutos federais já tinham resolvido encerrar a greve iniciada há mais de dois meses. Em assembleia à tarde, o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais na Educação Básica, Profissional e Tecnológica) anunciou a decisão.

A classe aceitou a proposta do governo de reajuste salarial somente a partir de 2025.

Foram 98 votos a favor, 6 votos contrários ao encerramento do movimento, além de 6 abstenções. Agora, os sindicalistas devem assinar um acordo com o governo para oficializar o fim da paralisação.

O número de institutos federais em greve era menor que o de universidades federais.

A greve de professores das universidades e institutos federais começou em 15 de abril. Eles pediam por reajuste salarial e recomposição do orçamento dos centros de ensino.
Folhapress

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