
O governo de São Paulo anunciou a formação de um COE (Centro de Operações de Emergências) para monitoramento e coordenação de ações de combate à dengue no estado. O objetivo é identificar, a partir da evolução do cenário epidemiológico, as regiões prioritárias para o controle da doença.
“A gente tem hoje acesso ao que está acontecendo em cada região e em cada cidade especificamente. A gente tem acesso a informações de mudança de cenário epidemiológico e nós podemos tomar ações efetivas tanto no combate ao vetor, como na redução de casos graves”, disse Eleuses Paiva, secretário estadual da Saúde, que chamou o trabalho de “operação de guerra” durante anúncio no Palácio dos Bandeirantes, nesta terça-feira (6/2).
Desde o início do ano, São Paulo registrou 29.386 casos confirmados de dengue, sendo 45 da forma grave da doença, além de quatro óbitos. Cerca de 10 mil casos foram contabilizados na semana epidemiológica encerrada em 2 de fevereiro.
Em todo o estado, a incidência da dengue foi de 67 casos para cada 100 mil habitantes no período. Em algumas cidades, porém, o atual cenário já é considerado epidêmico —quando a taxa supera os 300 casos por 100 mil habitantes.
O plano estadual de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, deve incluir campanhas educativas e de comunicação, investimento de R$ 12 milhões em testagem e o repasse de R$ 200 milhões a prefeituras paulistas ao longo do ano.
Administrações municipais também contarão com o apoio operacional da Defesa Civil estadual para a realização de vistorias e nebulização de inseticidas contra o mosquito. O governo afirma ter aproximadamente 600 máquinas de fumacê à disposição.
Composto por representantes de oito secretarias de estado –entre elas Saúde, Comunicação e Defesa Civil –, além do Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde), o grupo deve se reunir semanalmente para discutir estratégias. O primeiro encontro deve ocorrer na próxima quinta-feira (8).
Folhapress





