
Fez-se a alegria para o torcedor do Fluminense. O clube tricolor enfim é campeão da Copa Libertadores, troféu obtido com vitória por 2 a 1 sobre o Boca Juniors, na tarde de sábado (4/11), no estádio Mario Filho, no Rio de Janeiro.
Cano e John Kennedy fizeram os gols do título, que jamais havia sido alcançado pela formação das Laranjeiras.
De frente para o morro de Mangueira, vizinho ao Maracanã, o time de Cartola obteve aquela que pode ser considerada a sua maior glória. A equipe tricolor, que homenageou em verde e rosa o compositor de “Amor Proibido” no uniforme lançado mais recentemente, deixou olhos rasos d’água na arquibancada, mas os corações feridos eram os argentinos.
Diante de um adversário com seis taças da competição, o Fluminense contou com o talento de Cano para abrir o placar aos 35 minutos do primeiro tempo. Depois de uma tabela de Keno e Arias, Cano recebeu na grande área e emendou de primeira, no canto direito do goleiro Sergio Romero.
Na etapa final, o Fluminense teve chances de ampliar o placar, mas não conseguiu e ainda viu o Boca empatar aos 26 minutos, com Advíncula. Ele recebeu a bola na direita, cortou para o meio e acertou o canto direito de Fábio.
Após o gol de empate, o técnico Fernando Diniz colocou John Kennedy no lugar de Ganso. O técnico disse, conforme imagens da transmissão, que Kennedy faria o gol do título.
O jogo foi ficando dramático e, a partir dos 35 minutos, a torcida começou a cantar “a bênção João de Deus”, música que os tricolores tradicionalmente cantam quando o time está em dificuldades.
Na prorrogação, aos oito do primeiro tempo, Kennedy cumpriu a profecia de Diniz. Recebeu a bola de Keno na entrada da área e encheu o pé. Ao ir para torcida comemorar o gol, o atacante, que já tinha amarelo, foi expulso. Diniz tirou Keno e colocou David Braz para fechar a casa e festejar o título.
O triunfo coroa o trabalho de Diniz, que tinha no Campeonato Carioca sua grande conquista como treinador e cicatriza feridas da agremiação das Laranjeiras, que acumulou fracassos em suas oito participações anteriores na Libertadores, alguns deles extremamente dolorosos.
Folhapress





