
Ilhabela voltou a registrar um fenômeno natural conhecido como maré vermelha.
Maré vermelha – que já havia sido vista na região no início do ano – é o nome dado a uma mancha que aparece na superfície do mar quando há proliferação excessiva de algas marinhas. A recomendação é de que as pessoas evitem se banhar nas áreas com a presença da maré vermelha.
Os novos registros foram feitos na terça-feira (25/03), perto da Ponta Talhada, no sul de Ilhabela, pelo fotógrafo profissional Rafael Mesquita.
Desde o início do ano, o fenômeno é monitorado por órgãos ambientais, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Centro de Biologia Marinha da USP (CEBIMar).
A Cetesb informou que técnicos se reuniram nesta quarta-feira (26) para estabelecer os procedimentos para coleta e análise do tipo de micro-organismo que está presente atualmente na região.
Em janeiro, quando o fenômeno teve registro no Litoral Norte de SP pela primeira vez no ano, foi identificada a concentração de ‘mesodinium rubrum’, um tipo de micro-organismo.
Enquanto aguarda a identificação do micro-organismo que provoca a maré vermelha atual, a Cetesb recomenda que “a população evite nadar ou praticar esportes náuticos em locais com manchas de coloração suspeita, já que algumas pessoas podem apresentar coceiras e irritação na pele”.
O CEBIMar, da USP, também confirmou que acompanha a situação e que aguarda as coletas da Cetesb para auxiliar a investigação.
Em alguns casos, a maré vermelha pode representar riscos à saúde humana. Isso porque, a depender da espécie, as algas produzem toxinas que prejudicam o meio ambiente, os animais marinhos e os seres humanos.
O mesodinium rubrum não é considerado tóxico, mas atrai e é consumido por algas tóxicas, que são consumidas por peixes e mexilhões e que, por sua vez, são ingeridas pelos homens.
Além do risco à saúde pública, a maré vermelha também pode ser danosa à vida dos outros animais marinhos – no caso da maré vermelha do Litoral Norte de SP, os pesquisadores constataram que o fenômeno causou a morte de peixes.
g1 com imagens de Rafael Mesquita





