
O Exército investiga três possibilidades para o sumiço de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), localizado em Barueri, na Grande SP, segundo o Ministério Público Militar. A apuração tenta responder se as armas foram furtadas, se foram desviadas ou, ainda, se houve erro em alguma conferência anterior que resultou em discrepância na contagem do armamento.
O promotor de Justiça Militar Luís Antonio Grigoletto afirma que recebeu a informação do comandante da 2ª Região Militar, general Pedro Celso Coelho Montenegro, em telefonema na noite da última sexta (13/10). Procurado nesta segunda (16), o Exército disse que a investigação está em curso e sob sigilo.
O Ministério Público Militar ainda não foi acionado formalmente para atuar na apuração do Exército. As investigações devem ser concluídas em 40 dias, mas o prazo pode ser prorrogado para mais diligências. O Ministério Público só pode entrar no caso após solicitação formal do oficial encarregado do Inquérito Policial Militar.
De acordo com Grigoletto, Montenegro disse que, durante conferência realizada na última terça (10) no AGSP, foi constatada a falta de armamento que havia sido recolhido à unidade para manutenção. Ainda segundo o general, no momento em que falavam ao telefone, na sexta, não havia certeza de que se tratava de furto, desvio ou erro em contagem anterior. As informações constam em nota enviada à Folha pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar.
Cerca de 480 militares, entre praças e soldados, estão aquartelados na unidade desde o dia 10, quando foi notado o furto de 13 metralhadoras .50 (antiaéreas) e oito de calibre 7,62. Em pleno funcionamento, as metralhadoras .50 podem derrubar aeronaves.
Na tarde de domingo (15), familiares foram autorizados a visitar os militares e levaram alimentos e roupas para os retidos.
Na saída do quartel, parentes disseram que há jovens com o estado emocional abalado no local. Alguns teriam chorado na presença dos pais, relataram.
Os familiares também foram autorizados a remover carros e motos de propriedade dos militares que estavam estacionados na parte externa do quartel. Antes, porém, os veículos passaram por vistoria.
Folhapress





