17/09/2026

“Escutar é estar presente” é tema do Setembro Amarelo que chega a unidades de saúde durante todo o mês em Caraguatatuba

Redação Diário Caiçara – A Prefeitura de Caraguatatuba intensificará as ações de orientação sobre saúde mental e prevenção do suicídio em setembro. A programação inclui palestras, rodas de conversa, orientações em salas de espera nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e atividades nas comunidades.

O tema “Escutar é estar presente” reforça a importância da escuta, do acolhimento e da presença diante do sofrimento emocional. As atividades abordarão identificação de sinais de sofrimento, prevenção do suicídio, bullying, fortalecimento dos vínculos familiares e onde procurar ajuda.

As atividades estão previstas em todas as UBSs. Os serviços especializados de saúde mental também terão atividades, que serão divulgadas posteriormente.

“Saúde mental também se cuida com presença, atenção e escuta. Muitas vezes, perceber que alguém não está bem, oferecer apoio e ajudar essa pessoa a procurar atendimento pode fazer toda a diferença. É isso que queremos reforçar neste Setembro Amarelo: nossa rede está preparada para acolher e acompanhar quem precisa, desde as unidades de saúde nos bairros até os serviços especializados”, salienta o prefeito Mateus Silva.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Em 2021, foram estimadas 727 mil mortes e o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Onde buscar ajuda em Caraguatatuba

As UBSs são a principal referência para o primeiro acolhimento na Atenção Primária. Casos leves e moderados podem ser acompanhados na própria unidade e, quando há necessidade de atenção especializada, principalmente nos quadros mais graves, o paciente é encaminhado para a Rede de Atenção Psicossocial.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também funcionam com porta aberta e podem ser procurados diretamente. Caraguatatuba conta com o CAPS II, para pessoas com transtornos mentais graves e persistentes; CAPS AD, voltado às necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas; e CAPSi “Guaracy Alves de Alcântara”, destinado a crianças e adolescentes de até 17 anos. O município conta ainda com o Protege, unidade de acolhimento às crianças e adolescentes em sofrimento mental decorrente de violência.

“Nos CAPS, o trabalho vai além do primeiro acolhimento. As equipes acompanham os pacientes que necessitam de cuidado especializado. É um cuidado que envolve escutar, estar presente e caminhar com o paciente durante o período em que ele necessita desse acompanhamento”, explica Cecília Piauí, coordenadora de Saúde Mental e da Divisão de Assistência à Saúde do município.

Em situações de crise, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também são portas de entrada. Dentro do município, ainda existe a ala de psiquiatria para o atendimento hospitalar da Casa de Saúde Stella Maris, com leitos destinados para a internação. Como espaço para a assistência psicossocial, o município conta também com a unidade terapêutica Luz do Caminho, que realiza o acolhimento voluntario de pacientes acompanhados pelos CAPS AD.

Assim, a procura por ajuda pode começar na UBS, nos CAPS, no Protege ou nas UPAs, conforme a situação. Quando o quadro especializado evolui para leve ou moderado, o acompanhamento pode retornar à UBS, garantindo a continuidade do cuidado.

Mudanças importantes de comportamento, isolamento, desesperança e manifestações de sofrimento devem ser levadas a sério. Escutar sem julgamento e ajudar a pessoa a procurar atendimento são formas de cuidado.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188.

Imagem: PMC

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