
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), 54, garantiu neste domingo (6/10) mais da metade dos votos válidos nas eleições e foi reeleito no primeiro turno para seu quarto mandato à frente da cidade.
Com 98,64% das urnas apuradas, Paes aparece com 60,42% dos votos válidos e está matematicamente reeleito. Ele superou os deputados federais Alexandre Ramagem (PL), que tem 30,89% dos votos válidos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 4,17%.
Paes se torna a partir de janeiro de 2025 o político com maior tempo na administração do Rio de Janeiro, superando seu padrinho político, o vereador e ex-prefeito Cesar Maia (PSD), que teve três mandatos. O mandatário reeleito governou a cidade por dois mandatos entre 2009 e 2016, e voltou ao Palácio da Cidade em 2021.
A vitória no primeiro turno o credencia para disputar o governo estadual em 2026, o que, durante a campanha, ele prometeu não fazer. Caso mude de posição, ficará no cargo por apenas um ano e quatro meses, deixando a cidade nas mãos do vice-prefeito eleito, Eduardo Cavaliere (PSD), 29.
Alguns aliados afirmam que o prefeito nutre desejos de voos maiores, como uma vaga de vice na chapa de Lula em 2026 ou até mesmo uma candidatura própria, caso o presidente não busque a reeleição e Bolsonaro permaneça inelegível. Também não está descartada a permanência no cargo até o fim do mandato, visando a disputa presidencial de 2030 e evitando o “ingovernável” Palácio Guanabara.
Em seu pronunciamento após a divulgação do resultado, nacionalizou o discurso e disse que sua vitória era “um exemplo para o Brasil”. Ladeado do deputado bolsonarista Otoni de Paula (MDB), e dos governistas Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghalli (PC do B), entre outros nomes de esquerda, exaltou a frente ampla que conseguiu formar na cidade.
Folhapress





