
O dólar fechou em alta de 1,43% nesta quinta-feira (1°/8), cotado a R$ 5,734. A disparada da moeda foi causada pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e as decisões sobre juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.
A cotação desta quinta é a maior desde 21 de dezembro de 2021, quando a divisa fechou em R$ 5,739. No acumulado do ano, o dólar já subiu mais de 15%, e o real apresenta a pior performance entre as principais moedas do mundo ante a divisa americana.
Já a Bolsa fechou em queda de 0,20%, aos 127.395 pontos, revertendo os ganhos que havia registrado no início da sessão.
A justificativa para a disparada do dólar recai no acirramento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, na visão de André Galhardo, consultor econômico da Remessa Online.
Um dia depois do ataque que matou Ismail Haniyeh, líder político do Hamas, em Terãa, o governo de Israel anunciou a morte do chefe da ala militar do grupo terrorista da Faixa de Gaza. Mohammed Deif morreu, segundo o Estado judeu, em um bombardeio no mês passado.
“O ataque de Israel é muito significativo, porque agora parece haver um aval do líder iraniano para que Terãa faça uma retaliação”, afirma.
Para os mercados, a escalada de tensões “tem levado parte dos investidores a buscar ativos mais seguros, como ouro e o dólar”, explica Galhardo.
Isso se soma à resposta dos investidores à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quarta-feira (31) após o fechamento dos mercados.
Na sessão de quarta, o dólar fechou em alta de 0,64%, cotado a R$ 5,653, e a Bolsa avançou 1,20%, aos 127.651 pontos.
Reuters





