17/09/2026

Cientistas encontram substâncias tóxicas em aves marinhas mortas no Litoral de SP


Uma pesquisa do Centro de Estudos Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) constatou a presença de elementos que podem ser tóxicos em aves marinhas, como cádmio e arsênio, no Litoral Norte de São Paulo.

O levantamento foi feito por pesquisadores da unidade de Rio Claro e analisou o acúmulo de resíduos e como eles podem chegar até os animais que se alimentam do que tem no mar.

Segundo os cientistas, o objetivo era entender como diversos tipos de substâncias podem afetar as espécies ao longo do tempo.

E o resultado acende um alerta. Os cientistas apontaram a presença de metais no fígado de aves marinhas encontradas mortas no sul do Oceano Atlântico.

As amostras foram coletadas no canal entre Ilhabela e São Sebastião e também na costa de São Sebastião.

Ao todo, foram estudadas 51 aves divididas em 9 espécies, entre residentes e migratórias. Foi a partir de carcaças encontradas nessa área que os pesquisadores identificaram o acúmulo dos metais.

Entre os metais encontrados estão cobre e zinco – que não têm grande potencial de toxidade -, mas também foram identificados cádmio e arsênio, os mais tóxicos.

O Litoral Norte de São Paulo é habitat de muitas espécies: são cerca de 70 aves marinhas. Ou seja, uma zona importante para o monitoramento ambiental.

Segundo especialistas, pesquisas como essas são importantes, não só para definir estratégias para frear a poluição marítima, como também para direcionar trabalhos de recuperação e conscientização.

“Mesmo que baixíssimas concentrações, isso provoca danos aos animais. A primeira coisa era monitorar a concentração desses elementos e a segunda é acompanhar e identificar os processos que ocorrem”, explicou Amauri Antônio Menegário, professor pesquisador do CEA da Unesp de Rio Claro.
g1

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