
Em áudio obtido durante investigação da Polícia Federal (PF), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) Mauro Cid diz que seu pai, Mauro Lourena Cid, estaria em posse de US$ 25 mil que supostamente pertenciam ao ex-presidente e que deveriam ser entregues em espécie para evitar movimentações em contas bancárias.
No áudio, enviado para Marcelo Camara, então assessor de Bolsonaro, Cid diz: “Tem 25 mil dólares com meu pai. Eu estava vendo o que que era melhor fazer com esse dinheiro, levar em ‘cash’ aí. Meu pai estava querendo inclusive ir aí falar com o presidente […] E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos. Mas também pode depositar na conta […]. Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor né?”
Em resposta, Camara reforçou o receio de utilizar o sistema bancário e disse: “Melhor trazer em cachê”.
A PF formulou duas hipóteses criminais pelas informações compiladas, no período compreendido entre 2019 até o dia 31 de dezembro de 2022, em Brasília e outros locais.
Uma delas é que Jair Bolsonaro; os ajudantes de ordens, Mauro Cid e Osmar Crivelatti; o assessor Marcelo Câmara e Marcelo da Silva Vieira e outras pessoas não identificadas “uniram-se, com unidade de desígnios, com o objetivo de desviar, em proveito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, presentes (ao menos três conjuntos de alto valor patrimonial) por ele recebidos em razão de seu cargo, ou por autoridades brasileiras em seu nome, entregues por autoridades estrangeiras.
A segunda hipótese investigada é que Bolsonaro, Cid, o pai dele, Marcelo Câmara e Crivelatti venderam os presentes, mantiveram os “recursos acautelados e sob responsabilidade do general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid e, posteriormente, transferidos, em dinheiro em espécie, para a posse de Jair Messias Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não se manifestou sobre a operação.
Metrópoles com CNN Brasil





