17/09/2026

Casos de dengue tipo 3 são registrados no Rio de Janeiro após 17 anos


Foram confirmados pela Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), nesta sexta-feira (5/4), os primeiros dois casos de dengue tipo 3 do ano. Os diagnosticados são uma mulher de 39 anos, residente de Paraty, e uma criança de 1 ano, de Maricá. O sorotipo não circulava no estado desde 2007.

Ambos os casos ocorreram nos dias 25 e 26 de fevereiro e foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lancen-RJ) e pelo Laboratório de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As duas pacientes foram tratadas e passam bem. Agora, os municípios vão investigar se elas contraíram a doença dentro ou fora do estado.

A SES-RJ estima que cerca de 4,8 milhões de pessoas estariam vulneráveis à dengue tipo 3. Há 17 anos, o sorotipo não era registrado no estado.

“Este é um ponto de atenção para redobrarmos os cuidados e continuarmos em alerta. Como o tipo 3 não circula no estado há muito tempo, existe uma boa parcela da população mais suscetível à doença”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Apesar de as projeções mostrarem tendência de queda, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro manteve o decreto de epidemia de dengue no estado.

Até está sexta-feira, foram confirmados 186.624 casos prováveis de dengue e 91 óbitos. A taxa de incidência está em 1.162 casos a cada 100 mil habitantes.

Na última sexta-feira (29/3), Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, anunciou o fim da epidemia de dengue na capital do Rio de Janeiro. A diminuição do número de casos mudou o panorama no município.

Na última semana de fevereiro, a rede municipal chegou a atender 2.614 pessoas com dengue em um único dia. Já nas duas últimas semanas, menos de 5 pessoas com a doença foram atendidas por dia.
Metrópoles

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