17/09/2026

Bolsonaro reúne apoiadores na Paulista com coro de ‘fora, Xandão’ e apoio a Musk

O protesto que teve como alvo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em parte da avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde deste sábado (7/9).

Bolsonaro subiu no caminhão de som ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e dos filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) pouco depois das 14h. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também estava no veículo, mas não foi anunciado e nem citado nos discursos.

No mesmo trio, que ecoava falas religiosas, paródias de funks e odes a Bolsonaro, estavam ainda o pastor Silas Malafaia ao lado de um grupo de legisladores bolsonaristas, como os senadores Magno Malta (PL-ES) e Marcos Pontes (PL-SP) e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Bia Kicis (PL-DF), Mario Frias (PL-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP).

O ex-presidente esteve em hospital pela manhã porque, segundo seu entorno, se sentiu mal em decorrência de uma gripe.

No discurso, o ex-presidente pediu que o Senado atue contra o magistrado.

“Espero que o Senado bote um freio em Alexandre de Moraes, esse ditador que faz mais mal ao Brasil do que o Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.

O ex-presidente declarou que as eleições de 2022 foram conduzidas “de forma totalmente parcial” por Moraes e pediu que uma proposta de anistia a bolsonaristas avance na Câmara. “Nós conseguiremos essa anistia. Só assim poderemos começar a sonhar com pacificação” afirmou.

O primeiro discurso do evento tinha sido do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chamou Moraes de psicopata e puxou o coro de “fora, Xandão”. Também pediu o impeachment do magistrado e a anistia aos acusados de atos golpistas e que os apoiadores defendam quatro bandeiras.

A manifestação em São Paulo foi insuflada por decisão de Moraes de suspender no Brasil as atividades do X, após a empresa não indicar um representante legal no país.
Folhapress

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