
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, em depoimento à Polícia Federal na capital paulista, ter importunado uma baleia jubarte durante um passeio de moto aquática no litoral de São Paulo.
Seu assessor e ex-ministro Fabio Wajngarten estava no passeio e também teve de prestar esclarecimentos sobre o caso.
Daniel Tesser, advogado que representa Bolsonaro, disse que o ex-presidente assistiu a um vídeo que consta no inquérito e confirmou que era ele na moto aquática, mas negou que tenha importunado a baleia.
Segundo Eduardo Kutz, advogado que representou Wajngarten, ele também negou ter importunado o animal. Kutz afirmou, ao sair da sede da PF, que não houve nenhuma questão que comprometesse o cliente e que considera um absurdo que ele tenha tido de precisar depoimento.
O assessor alega que, no momento, estava consertando outra embarcação, que estava com areia no motor.
O ex-presidente ficou por duas horas na sede da PF e saiu por volta das 15h45 sem falar com a imprensa.
O inquérito foi aberto pela PF em São Sebastião, e o delegado responsável foi à capital fazer as oitivas.
O inquérito apura se, em junho passado, em uma visita a São Sebastião (SP), o ex-presidente teria se aproximado do animal além do permitido em lei enquanto pilotava uma moto aquática.
O decreto federal nº 6.514, de 2008, trata das infrações administrativas cometidas contra o meio ambiente, entre elas ‘molestar de forma intencional qualquer espécie de cetáceo’.
A portaria nº 117 do Ibama, de dezembro de 1996, acrescenta que “é vedado a embarcações aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de 100 metros de distância do animal”.
De acordo com a procuradora Marília Soares Ferreira Iftim, vídeos e fotos publicados em redes sociais mostraram o momento em que a moto náutica, de motor ligado, chegou a 15 metros da baleia, que estava na superfície.
g1





