
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tietado na Câmara dos Deputados durante evento de lançamento da frente parlamentar de apoio às escolas cívico-militares, nesta quarta-feira (6/12).
Alunos de escolas desse modelo do Distrito Federal e de Minas Gerais chegaram a ensaiar a recepção a Bolsonaro com abraço em uma espécie de dublê, antes da chegada do ex-presidente à Câmara.
Bolsonaro participou da cerimônia ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de lideranças bolsonaristas do Congresso. O deputado Zucco (RS), que está migrando do Republicanos para o PL, preside a frente parlamentar.
O governo Lula (PT) já começou o processo de extinção total do programa federal de fomento a escolas cívico-militares, uma bandeira da gestão Bolsonaro. Governadores de São Paulo, Paraná e Distrito Federal anunciaram que vão manter o programa com recursos próprios.
Em julho, o MEC (Ministério da Educação) encaminhou um ofício para as secretarias estaduais para elas iniciarem transição do modelo e para retirar militares das escolas.
Não há previsão de fechamento de unidades. O que vai ocorrer é o fim do uso de verba federal para esse modelo.
No evento desta quinta, Bolsonaro foi anunciado por Zucco como padrinho de honra da frente parlamentar.
O ex-presidente chegou à Câmara no começo da tarde. Ele foi cercado por alunos, parlamentares e apoiadores no caminho até o auditório em que o evento foi realizado. No local da cerimônia, foi recepcionado por gritos de “mito” e “volta, Bolsonaro”.
Atualmente com o cargo de presidente de honra do PL, o ex-presidente está inelegível por causa de condenações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mesmo assim, tem mantido uma agenda de compromissos políticos pelo país, parte deles ao lado da ex-primeira-dama Michelle, que também tem cargo de dirigente partidária.
No lançamento da frente parlamentar, Bolsonaro disse que não concluiu o plano de expansão das escolas cívico-militar por causa da pandemia. Ele afirmou ainda que essas unidades não praticam “doutrinação” em sala de aula.
Tarcísio disse que o modelo de escola cívico-militar não vai “sucumbir”, “apesar da tentativa de desmonte”. “Eventualmente a gente está na frente de um novo Bolsonaro”, disse aos estudantes na plateia.
O governador afirmou ainda que irá ampliar o número de escolas cívico-militares em São Paulo, sem citar quantas unidades deseja criar.
Folhapress





