
Redação Diário Caiçara – A Câmara Municipal de Caraguatatuba aprovou uma Moção de Repúdio à Concessionária Rodovia dos Tamoios. O Legislativo aponta falhas na comunicação, no planejamento, na contingência e na assistência aos usuários durante as recentes interdições da Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios.
A moção foi apresentada pelo presidente da Câmara, vereador Antonio Carlos Junior, durante a sessão ordinária de terça-feira (15/9), e teve apoio de todos os vereadores. O texto reconhece que as interdições preventivas são necessárias quando há risco à segurança dos usuários, mas questiona a forma como esses bloqueios vêm sendo administrados.
Segundo o presidente Antonio Carlos Junior, o problema não está na decisão de preservar vidas, e sim na falta de estrutura para atender a população durante o fechamento da rodovia. “Nós não estamos cobrando que a concessionária coloque vidas em risco para manter a rodovia aberta. Estamos cobrando que, quando a rodovia precisar ser fechada, o cidadão não seja abandonado. Segurança também é informar, orientar, assistir e respeitar quem ficou parado na estrada”, afirmou.
A Câmara também cobra informações oficiais mais precisas durante as interdições. De acordo com a moção, os usuários organizam seus deslocamentos com base nos horários divulgados pela concessionária para liberação da via ou operação de comboios. Quando há divergência entre o que é informado e o que realmente acontece, os transtornos aumentam.
Impactos no Litoral Norte
Para os vereadores, os efeitos das interdições vão além de quem está parado na rodovia. A paralisação da Tamoios afeta o fluxo de pessoas e mercadorias e atinge o comércio, os restaurantes, a rede hoteleira e os serviços do Litoral Norte, região com forte dependência do turismo.
A moção destaca ainda que as interdições ligadas ao clima e aos riscos da Serra não são totalmente imprevisíveis, o que reforça a necessidade de protocolos de contingência mais eficientes.
O texto também relaciona o serviço prestado à cobrança de pedágio. Para a Câmara, quem paga pelo uso da rodovia tem direito, além da segurança operacional, a informação adequada, assistência e tratamento digno em situações de emergência. “Pedágio não pode significar apenas cobrança. Deve significar serviço, responsabilidade e respeito ao usuário”, diz o documento apresentado pelo presidente Antonio Carlos Junior.
A Moção de Repúdio será enviada à Concessionária Rodovia dos Tamoios S.A. e à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), para conhecimento e fiscalização das medidas adotadas durante os períodos de interdição.
Imagem: CMC





