
O ato chamado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (25/2) para a avenida Paulista tem características diferentes de anteriores, em que membros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a própria corte costumavam ser os principais alvos de faixas e cartazes.
Os manifestantes, que comparecem ao ato chamado em meio às investigações da Polícia Federal que apuram suspeita de que Bolsonaro participou de uma tentativa de golpe de Estado, seguem o desejo de seu líder de não manter os ataques diretos desta vez.
O temor é que críticas à Justiça possam complicar ainda mais a situação de Bolsonaro. A simples organização do ato, de qualquer forma, já é um ato de pressão direta ao STF, que tem autorizado prisões e buscas em torno da investigação de uma trama golpista em 2022 para impedir a posse de Lula (PT).
Como esperado, há muitas bandeiras do Brasil e também de Israel, motivo de críticas de bolsonaristas ao presidente Lula diante de seus recentes acenos contra a investida do país na Faixa de Gaza.
Não há estimativa oficial de público pela Polícia Militar, mas por volta das 14h os manifestantes se concentram por dois quarteirões da avenida, entre a alameda Ministro Rocha Azevedo e a rua Professor Otávio Mendes. Bolsonaro chegou ao carro de som por volta das 14h40.
Antes do evento, bolsonaristas já se preparavam para pedir que abaixassem os cartazes e fechassem as faixas. “Se alguém aparecer com cartaz ou faixa, nós vamos educadamente pedir para que recolham”, avisou o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), um dos participantes da manifestação.
Em eventos anteriores, além de criticar o STF e o Congresso, apoiadores de Bolsonaro também exibiram faixas e cartazes apoiando a ideia de um golpe de Estado no Brasil e enaltecendo a ditadura militar que ocorreu entre 1964 e 1985.
Folhapress





