17/09/2026

Americanas: Justiça nega pedido do Safra para cancelar assembleia


Em uma decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, na segunda-feira (11/12), a Justiça negou o pedido apresentado pelo Banco Safra para cancelar a assembleia de credores da Americanas.

O Safra foi o único dos bancos credores que se opôs ao acordo com a varejista, firmado no fim de novembro. Entre outras críticas, o banco considera que a proposta foi feita para “salvaguardar” interesses dos acionistas de referência da companhia, Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles.

Em seu despacho, a desembargadora Leila Santos Lopes também deu aval para que ocorra a Assembleia Geral de credores da companhia, marcada para o dia 19 de dezembro (em primeira convocação) e 22 de janeiro de 2024 (em segunda convocação). A magistrada também manteve o processo de recuperação judicial da varejista.

“Quanto à ausência da lista atualizada de credores, por suposta falta de consenso sobre a data a ser fixada para sujeição dos créditos à recuperação, se 12 ou 19 de janeiro de 2023, tal questão também não impede a realização da Assembleia Geral de Credores”, afirma.

Após a decisão da Justiça, o Safra informou que se mantém confiante em relação ao andamento de seus pleitos contra a Americanas.

“Em relação à decisão anunciada, o Safra respeita, mas mantém-se confiante quanto a outras frentes que se encontram na Justiça e que questionam as muitas ilegalidades do plano de recuperação apresentado pela Americanas”, diz o banco.

O Safra não aderiu ao acordo fechado em novembro entre o trio de acionistas da Americanas e o Bradesco, o BTG Pactual, o Itaú Unibanco e o Santander. Essas quatro instituições financeiras respondem por mais de 35% da dívida da varejista, estimada em R$ 42,5 bilhões. O Safra tem R$ 2,5 bilhões a receber desse total.
Metrópoles

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