
“Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, ganhou o Oscar de melhor filme internacional, na noite deste domingo (2/3). O resultado segue as expectativas do setor, que apostava na primeira vitória brasileira na categoria.
O longa superou os representantes da Dinamarca, “A Garota da Agulha”, da Alemanha, “A Semente do Fruto Sagrado”, da Letônia, “Flow”, e da França, “Emilia Pérez”, tido como favorito até a implosão de sua campanha, causada por polêmicas diversas mas, especialmente, pela descoberta de publicações de cunho racista e islamofóbico nas redes sociais de sua protagonista, Karla Sofía Gascón.
Quem recebeu o prêmio foi o diretor, Walter Salles. Ele agradeceu a Eunice Paiva, ex-advogada brasileira que é vivida por Fernanda Torres no filme. O cineasta homenageou também a atriz, protagonista, e Fernanda Montenegro, que faz Eunice idosa no fim do longa.
Também indicado às estatuetas de melhor filme e melhor atriz, com Torres, “Ainda Estou Aqui” narra a história verídica de Eunice a partir do desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, nos anos 1970. O ex-deputado e engenheiro foi uma das vítimas da ditadura militar.
Esta foi a quinta tentativa do Brasil de vencer o Oscar de filme internacional, categoria anteriormente chamada de melhor filme em língua estrangeira. A última aconteceu com outro filme de Salles, “Central do Brasil”, protagonizado por Fernanda Montenegro, em 1999.
No ano anterior, “O Que É Isso, Companheiro?”, também com Torres no elenco, havia sido indicado e, antes dele, “O Quatrilho”, na cerimônia de 1996, e “O Pagador de Promessas”, na de 1963.
“Anora”, de Sean Baker, foi coroado melhor filme na cerimônia do Oscar neste domingo (2), enquanto “Ainda Estou Aqui” fez história e venceu a estatueta de filme internacional.
Torres perdeu o troféu para Mikey Madison, protagonista de “Anora” e a mais nova das indicadas à categoria de melhor atriz, qu também superou Demi Moore. O filme de Baker foi o grande vencedor da noite, com cinco estatuetas, incluindo direção e roteiro original.
Folhapress





