
“Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, foi indicado ao prêmio de melhor filme e melhor filme internacional no Oscar. Em paralelo, Fernanda Torres, que interpreta a protagonista da história, também concorre ao prêmio de melhor atriz.
Os anúncios foram feitos nesta quinta-feira (23) pela manhã, após ser adiado duas vezes devido aos incêndios em Los Angeles.
A produção é o primeiro filme brasileiro a disputar a principal categoria da premiação, criada em 1927, e o quinto a disputar na categoria de longa internacional —o primeiro foi “O Pagador de Promessas”, em 1963, seguido de “O Quatrilho”, em 1995, “O Que É Isso, Companheiro?”, em 1998, e “Central do Brasil”, também de Salles, em 1999.
O Brasil já havia figurado na categoria de melhor filme no passado com coproduções como “O Beijo da Mulher-Aranha”, de 1986, dirigido pelo brasileiro Héctor Babenco, com a atriz Sônia Braga, mas falado majoritariamente em inglês, e ainda nos créditos de produção de “Me Chame pelo seu Nome”, em 2018, que teve como um de seus produtores o brasileiro Rodrigo Teixeira.
“Ainda Estou Aqui” disputa em três categorias, uma menos em comparação às indicações de “Cidade de Deus”, de 2004. O longa concorreu às estatuetas de melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor edição e melhor fotografia, mas sem a indicação a filme internacional.
A primeira vez que o Brasil apareceu na premiação da Academia foi como coprodutor do filme francês “Orfeu Negro”, que levou a estatueta de melhor filme estrangeiro em 1960. Mas o primeiro longa nacional a se destacar foi “O Pagador de Promessas”, que disputou a mesma estatueta em 1963, após ganhar a Palma de Ouro.
Na categoria, o hiato só seria quebrado em 1996, com a indicação de “O Quatrilho”, seguido de “O Que é Isso, Companheiro?”, em 1998, e “Central do Brasil”, em 1999. Agora, o intervalo de 26 anos foi quebrado por “Ainda Estou Aqui”.
Já em 2016, “O Menino e o Mundo” de Alê Abreu levou o Brasil à categoria de melhor filme animado, enquanto, em 2020, “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, destacou o país na categoria de documentário.
Folhapress





