
Investigada por participar de um esquema de fraude bilionária, a ex-diretora da Americanas Anna Christina Ramos Saicalli desembarcou no Brasil na manhã desta segunda-feira (1/7). Ela havia deixado o país no dia 15 de junho, quando viajou para Lisboa, em Portugal.
A executiva apresentou-se a autoridades portuguesas na noite deste domingo, quando embarcou para o Brasil.
Com pouco mais de uma hora de atraso, o voo dela pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, às 6h44. A executiva foi conduzida para fora da aeronave acompanhada por membros da Polícia Federal (PF). Só depois disso, os demais passageiros puderam desembarcar, segundo pessoas do mesmo voo ouvidas pelo GLOBO. No país, ela teve que entregar o passaporte à PF.
Ao chegar no Terminal 3 de Guarulhos, destinado aos voos internacionais, Anna Christina foi encaminhada para Delegacia Especial do Aeroporto Internacional de São Paulo da PF, dentro do aeroporto, por uma passagem lateral e de forma discreta. Ela deixou o local às 7h46, de carro, por uma saída exclusiva da Polícia Federal, sem contato com os demais passageiros e sem falar com os jornalistas.
Em nota, a PF informou que “efetuou a retenção do passaporte” de Anna Christina no momento em que ela desembarcava no Aeroporto. “Após o retorno da investigada ao Brasil, o mandado de prisão em seu desfavor foi convertido em medida cautelar para impedir sua saída do país, com retenção de passaporte. Além disso, a investigada também foi excluída da lista de Difusão Vermelha da Interpol, já que retornou ao território nacional”, acrescenta a corporação.
Além da fraude bilionária, a Polícia Federal suspeita que 11 integrantes da cúpula da Americanas venderam R$ 258 milhões ações antes do esquema fraudulento ser revelado e os papéis caírem na Bolsa. Pelo crime de uso de informação privilegiada, eles podem ser condenados a cinco anos de prisão.
O Globo





