
Uma nova variante foi um dos motivos para a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar a mpox uma “emergência sanitária global” na quarta-feira (14/8). A cepa já havia sido identificada pelo órgão, mas a proliferação e as características do vírus preocuparam os cientistas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta em 14 de junho sobre uma variante mais perigosa da mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. De acordo com a entidade, a República Democrática do Congo enfrenta um surto da doença desde 2022, e a intensa transmissão do vírus entre humanos resultou em uma mutação inédita.
Conforme informações da OMS, a nova variante, denominada 1b, possui uma taxa de letalidade superior a 10% entre crianças pequenas na África Central. Em comparação, a variante 2b, que causou a epidemia global de mpox em 2022, apresentou uma taxa de letalidade inferior a 1%.
A cepa 1b é caracterizada por erupções cutâneas espalhadas por todo o corpo, enquanto as variantes anteriores apresentavam lesões mais localizadas, geralmente na boca, face e genitais. Por isso, o novo subtipo é considerado mais perigoso que o causador da epidemia em 2022.
Um surto específico registrado ainda em setembro de 2023 no leste da República Democrática do Congo foi causado por essa cepa de mpox, com mutações até então inéditas. “Essas mutações sugerem que o vírus tem sido transmitido apenas de humano para humano”, diz Rosamund Lewis, líder técnica sobre mpox do Programa de Emergências Globais da OMS.
Atualmente, o vírus está presente em 13 países. Em dois deles — República Democrática do Congo e Burundi — a transmissão ocorre de forma comunitária. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África) já havia declarado uma “emergência de saúde pública” devido à propagação do vírus mpox no continente.
Tedros afirmou que, no ano passado, os casos aumentaram “de forma preocupante”. Apenas este ano, já foram registrados mais de 14 mil casos e mais de 500 mortes, superando o total de 2023. Em 2024, houve um aumento de 160% em comparação ao ano anterior. O que surpreendeu a OMS foi a alta incidência de casos entre crianças com menos de 15 anos. No Congo, esse grupo representa 85% dos casos.
BRASIL
No Brasil, em 2024, foram registrados 709 casos confirmados ou prováveis de mpox, todos da variante que circula por aqui desde 2022. Da chegada da doença no país até o momento, 16 óbitos foram registrados — a morte mais recente foi contabilizada em abril de 2023.
UOL





